segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Esperava e esperava e esperava e esperava e...

Eu esperava, e
esperava
esperava
esperava
esperava.

Os judeus sairam
dos campos de
concentração.

E eu
esperava
esperava
esperava
esperava.

Algumas pessoas
se casavam, de
véu e grinalda. Com
suas barrigas de
aluguel.

E eu
esperava
esperava
esperava
esperava.

As pessoas se
vendiam por copos
de coca-cola e um
bom prato de comida
caseira.

E eu
esperava
esperava
esperava
esperava.

Borboletas em seus
casúlos
viravam grandes
lagartas.

E eu...
você já sabe.

Cresci e envelheci,
tive barba
e
perdi meus poucos
cabelos
embaralhados.

E cotinuei
a esperar pela vinda
dela,
que me fazia feliz e
me deixava
desesperado.

Poderia ser uma deusa
grega, ou uma simples
garrafa de qualquer
bebida
barata!

5 comentários:

  1. Sua pena é valente e valiosa.

    O poeta aqui é só admiração...

    Abraços

    Marlos Degani

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  2. Gostaria de ler algum poema seu bem ruim. Tem algum aí? rsrsrsrsssrrs

    andersoN

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  3. Cara, você é muito bom!
    sabe que eu sou fã dos seus poemas..
    oxx

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  4. Garrebraganca@oi.com.br7 de junho de 2011 às 16:06

    Cheguei em casa e deparei-me com este blog aberto aqui nessa máquina comum; Thaynara, Thaís, Thiago Iára e eu a usamos. Li os poemas; admirei-os (mirei profundamente)Fiquei mesmo feliz ao ler estes versos intrigantes pessoalíssimos. Angústias minhas postas ali. Estou nesses loucos e lindos versos Castelano.
    Parabéns!
    Garré Bragança

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