Eu esperava, e
esperava
esperava
esperava
esperava.
Os judeus sairam
dos campos de
concentração.
E eu
esperava
esperava
esperava
esperava.
Algumas pessoas
se casavam, de
véu e grinalda. Com
suas barrigas de
aluguel.
E eu
esperava
esperava
esperava
esperava.
As pessoas se
vendiam por copos
de coca-cola e um
bom prato de comida
caseira.
E eu
esperava
esperava
esperava
esperava.
Borboletas em seus
casúlos
viravam grandes
lagartas.
E eu...
você já sabe.
Cresci e envelheci,
tive barba
e
perdi meus poucos
cabelos
embaralhados.
E cotinuei
a esperar pela vinda
dela,
que me fazia feliz e
me deixava
desesperado.
Poderia ser uma deusa
grega, ou uma simples
garrafa de qualquer
bebida
barata!
Para de esperar!
ResponderExcluirSua pena é valente e valiosa.
ResponderExcluirO poeta aqui é só admiração...
Abraços
Marlos Degani
Gostaria de ler algum poema seu bem ruim. Tem algum aí? rsrsrsrsssrrs
ResponderExcluirandersoN
Cara, você é muito bom!
ResponderExcluirsabe que eu sou fã dos seus poemas..
oxx
Cheguei em casa e deparei-me com este blog aberto aqui nessa máquina comum; Thaynara, Thaís, Thiago Iára e eu a usamos. Li os poemas; admirei-os (mirei profundamente)Fiquei mesmo feliz ao ler estes versos intrigantes pessoalíssimos. Angústias minhas postas ali. Estou nesses loucos e lindos versos Castelano.
ResponderExcluirParabéns!
Garré Bragança